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Saudações, viajantes!

No artigo anterior, aprendemos os conceitos fundamentais para uma boa arena: Curva de mana, escolha de cartas e dinâmica do jogo. Vamos progredir juntos: Do básico ao avançado, a série “Arena Sem Mistérios” traz hoje como lidar com o deck imprevisível do seu oponente, identificar jogadas decisivas e contornar situações difíceis a seu favor.  🙂

Na ladder, sempre tentamos descobrir o arquétipo do deck do nosso oponente, e até mesmo quais lacaios esperar em determinados turnos. Em um guerreiro, por exemplo, uma  Inventora Gnômica nos sugere o famoso “Vem todo mundo pra cá!” xD e independente da classe, o sétimo turno já ficou imortalizado como o “turno do Dr. Cabum”.

Na arena, tudo pode acontecer. O segredo é a sua leitura de jogo e a sua tomada de decisão que serão cruciais para definir a sua partida. “Mas peraí! Como você quer que eu jogue bem contra um deck que eu não tenho a miiiínima idéia do que tem nele?”
Eu entendo esse sentimento, e é aí que a mágica acontece! Então vamos analisar uma partidinha e descobrir o efeito que você pode causar nela!

Tomada de decisões

jaina vs valeera

Imagine que você está jogando com o Mago, e seu oponente, com o Ladino. Você tem a moeda, mas na sua mão só tem um Veloférreo Cinzento e lacaios a partir de 4 manas. A chance de dar um “top deck” em uma remoção é baixa, pois mesmo sendo a Jaina, neste caso o seu baralho tem poucas opções.

Turno 1 : Você e o seu oponente passam o turno.
Turno 2: O ladino coloca em campo um Malabarista de facas.

O que você faz?

  • Poder heróico para eliminar o Malabarista (Consequência: Você perde 2 turnos)
  • Moeda + Veloférreo Cinzento; para “tankar” o Malabarista (Consequência: Você perde a moeda e um lacaio)

Qual destas respostas tem mais valor? Vamos analisar melhor:

Situação 1

jaina board

Total: 7 de dano e seu Retalhador Guiado será trocado facilmente pela Cruzada Escarlate. Você não possui presença de mesa, e não tem como lidar com a Professora Violeta que sobrou na mesa.
Percebam que isso é um efeito cascata. Ao deixar o seu oponente em uma zona de conforto você atrasa o seu jogo, e com certeza será difícil de recuperar. Como dissemos no artigo anterior, o HS é uma somatória de erros e acertos, e este erro em particular será determinante para um resultado insatisfatório.

Situação 2

board 2

Desta maneira você conseguirá lidar com o lacaio, fazendo trocas e deixar novamente o jogo equilibrado.

“Ah, mas e se meu oponente tivesse um remoção como “Veneno mortal” ou Eviscerar, e o Malabarista continuasse lá? Eu não teria perdido a moeda e o lacaio?”

É exatamente neste ponto que quero chegar. Mesmo que isso acontecesse, não se esqueça que o seu oponente teria que gastar o turno com isso, ao invés de popular a mesa. E atrasá-lo, deixando-o em situação de decisão é sempre ótimo.

A arena é um jogo de “probabilidades”. Pode ser que seu oponente tenha resposta, ou não. Portanto, não tome suas decisões levando em conta as remoções diretas em lacaios (Ex: Seta de gelo, Ira, Bomba Negra)

  • Sempre provoque uma reação, faça com que seu oponente responda à sua mesa e se ele ignorá-la, melhor, pois assim você irá ganhar o domínio do jogo.

“Mas quando eu devo evitar uma jogada, levando em consideração o que o meu oponente possa ter no deck?” Esse é um importante conceito, o chamado “Play Around”. Vamos definir melhor esse termo? Vem comigo!

Contornando uma situação: “Play Around”

O termo em inglês “Play Around” quer dizer que você vai tomar uma decisão com base em uma carta ou remoção que você acha que o seu oponente tem na mão e possa vir a utilizar. E por este motivo você “desvia”, faz outra jogada para permanecer em vantagem.

O custo de jogar pensando na resposta do seu oponente é o tempo e a presença de mesa. Um bom exemplo são os danos em área (Nova Sagrada, Golpe flamejante, Fogo do Inferno, etc…).

Se você estiver contra um Mago, próximo do sétimo turno, você deve esperar pelo golpe flamejante. Ou, você pode rushar e matá-lo primeiro, caso ele não tenha resposta. Você paga um preço, que pode ser alto dependendo da sua escolha. Por isso, eu recomendo moderação nos turnos que antecedem danos em área.

Para facilitar, preparei essas diquinhas pra vocês:

  •  Não vá para a arena com pensamento de ladder: Se preocupe mais se o seu oponente tiver remoção em área, não remoção em um único lacaio.
  • Analise o letal: Se você estiver no “late-game” e o seu oponente está dando poder heróico em você ao invés de controlar a sua mesa, fique atento! É muito provável que ele tenha uma carta de finalização, e isso afeta a sua decisão no jogo. Ex: Se você estiver com uma arma equipada, evite tomar dano direto e troque seus lacaios para o controle da mesa.
  • Veja o número de cartas: Se o oponente estiver de mão cheia, considere o “play around”, se estiver jogando na base do “top deck”, ignore.
  • Lembre-se: Na arena você não cai contra uma pessoa aleatória. Se você estiver com 6 vitórias, cairá com uma pessoa que também tem 6 vitórias. Portanto, a probabilidade de ambos terem picks bons aumenta. Se pergunte o porquê do seu oponente estar obtendo êxito: Será remoções, uma lendária que fez com que ele chegasse nesse número de vitórias alto? Quanto mais vitórias, maior a chance do seu oponente ter um deck consistente, e maior é a chance de você ter que jogar “contornando” uma possível resposta.

Com este artigo, nós encerramos os fundamentos da nossa querida arena!  Desculpe se a leitura ficou mais densa, mas conforme formos avançando, os temas irão ficar um pouquinho mais complexos.

Aaaaah! Não esqueci dos heróis, fiquem tranquilos! No próximo artigo teremos um panorama de todas as classes e uma continuação do assunto de hoje, não percam!!!! =)
Um grande beijo e até a próxima! 😉

 

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